Manuel Bandeira
quinta-feira, 24 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
MAIS UM POEMA DE MINHA AUTORIA PRA VOCÊS.
Os Sapos
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
BIOGRAFIA II
Vou contar-lhes mais um pouco de minha historia.
Sou de uma família tipicamente bem reconhecida nacionalmente. Tenho fortes influencias na academia nacional de letras e a paixão pela arte acadêmica foi inevitável! Uma de minhas obras "Os Sapos" foi lida na Semana Da Arte Moderna em 1922, não pude estar la. Mas soube o tamanho do impacto que causou!
Já passei por muitas coisas nessa minha vida. Tuberculose, fui parar em um sanatório na Suíça até... Porem tive também uma carreira brilhante no ramo que eu amo que é a arte poética. Sou formado no curso de humanidades e iniciei o de Arquitetura mas infelizmente devido a Tuberculose tive de para-lo, como vocês de hoje costumam dizer Tranquei...rsrsrs... Com certeza aprendi muito com tudo isso, e minha vida foi puxada mais não considero ela ruim. E garanto que muito de vocês em meu lugar não suportariam o rojão!!
Galerinha por enquanto é só. Mas eu volto logo logo cheio de novidades pra vocês. E para terminar com chave de ouro vou deixar mais um poeminha pra vocês em um proximo post ...
Abraços a todos!
Sou de uma família tipicamente bem reconhecida nacionalmente. Tenho fortes influencias na academia nacional de letras e a paixão pela arte acadêmica foi inevitável! Uma de minhas obras "Os Sapos" foi lida na Semana Da Arte Moderna em 1922, não pude estar la. Mas soube o tamanho do impacto que causou!
Já passei por muitas coisas nessa minha vida. Tuberculose, fui parar em um sanatório na Suíça até... Porem tive também uma carreira brilhante no ramo que eu amo que é a arte poética. Sou formado no curso de humanidades e iniciei o de Arquitetura mas infelizmente devido a Tuberculose tive de para-lo, como vocês de hoje costumam dizer Tranquei...rsrsrs... Com certeza aprendi muito com tudo isso, e minha vida foi puxada mais não considero ela ruim. E garanto que muito de vocês em meu lugar não suportariam o rojão!!
Galerinha por enquanto é só. Mas eu volto logo logo cheio de novidades pra vocês. E para terminar com chave de ouro vou deixar mais um poeminha pra vocês em um proximo post ...
Abraços a todos!
HORA DO POEMA GALERA.
ARTE DE AMAR
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Aos Leitores
Caro leitores de blogs, temos de tudo no meu blog. Sou poeta e Critico e vou estar postando muitas novidades a vocês!
Não sou muito ligado nessas coisas de tecnologia mas vou fazer para vocês o melhor possivel!
Não sou muito ligado nessas coisas de tecnologia mas vou fazer para vocês o melhor possivel!
Sou Manuel Bandeira, mas pode me chamar de : ManuBambam!
BIOGRAFIA
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos - SP e, novamente, para o Rio de Janeiro. Passa dois verões em Petrópolis.
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